terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Agência Europeia fará buscas por objetos perigosos no espaço




A Agência Espacial Europeia (ESA) assinou um acordo com o Centro Astronômico Hispano-Alemão, que administra o Observatório de Calar Alto em Almería, no sudeste da Espanha, para buscar objetos potencialmente perigosos no espaço.
Em nota, o observatório informou que a ESA utilizará de forma exclusiva um de seus telescópios para encontrar os chamados "near earth objects" (neons).
A proposta é identificar cometas e asteroides cujas órbitas, possivelmente modificadas pela ação da gravidade dos planetas, os levem à regiões próximas à Terra.
O subdiretor do Observatório de Calar Alto, Jesus Aceituno, explicou que o acordo, que contempla uma primeira etapa até março de 2015 e que é prorrogável automaticamente, cede o uso do telescópio Schmidt para a ESA, de 80 centímetros.
Trata-se de um telescópio que tinha ficado em desuso em 2001 e que os técnicos do observatório recuperaram.
"A reparação e a adaptação do telescópio foi possível graças ao esforço da equipe e teve um custo muito reduzido, mas vai fornecer uma fonte de receita substancial e colocará o observatório em uma oposição de referência em um novo campo de pesquisa", disse Aceituno.
O cientista destacou que os neons "podem apresentar tamanhos muito variáveis, de poucos metros a dezenas de quilômetros".
Dos 600 mil asteroides detectados, cerca de dez mil entrariam na categoria.
"Os neons devem ser profundamente estudados, não só pelas informações que apresentam sobre a formação e a evolução de nosso sistema solar, mas também porque devemos conhecer suas propriedades físicas o melhor possível, para que no futuro sejamos capazes de desviá-los e evitar colisões com eles", acrescentou.
O Observatório Astronômico Hispano-Alemão de Calar Alto, vinculado à Sociedade Max Planck e ao Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha, está na Sierra de Los Filabres, no norte de Almería. O local é operado em conjunto pelo Instituto Max Planck de Astronomia, de Heidelberg (Alemanha), e pelo Instituto de Astrofísica da Andaluzia (CSIC), de Granada (Espanha).

Fonte: Exame.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Google passará setor de carros à Alphabet, dizem fontes


A Google Inc. pretende transformar sua unidade de carros autônomos, que oferecerá um serviço de caronas pagas, em uma empresa independente que irá operar sob o guarda-chuva corporativo da Alphabet Inc. no ano que vem, disse uma pessoa informada sobre a estratégia da empresa.

Os veículos autônomos da Google acumulam mais de 1,6 milhão de quilômetros rodados em vias públicas, a maior parte em São Francisco e Austin, no Texas, o que transforma essas cidades nos lugares lógicos para o lançamento de um serviço, disse a pessoa, que pediu anonimato porque os planos são confidenciais.

As frotas -- que incluiriam uma série de veículos grandes e pequenos -- poderia ser empregada primeiro em áreas confinadas, como campi universitários, bases militares ou complexos de escritórios corporativos, disse a pessoa.

A corrida para o desenvolvimento de uma frota de veículos autônomos se intensificou desde fevereiro, quando a Bloomberg reportou que a Google estava desenvolvendo um rival para a Uber Technologies Inc., mais provavelmente em conjunto com seu projeto de veículos autônomos.

A Uber está buscando seus próprios recursos de direção autônoma, e as fabricantes de veículos estão empregando tecnologias semiautônomas e realizando experimentos com a chamada mobilidade compartilhada.

Ao desafiar pioneiras do compartilhamento de caronas pagas, como a Uber e a Lyft Inc., assim como os táxis tradicionais, a Google está dando o indicativo mais claro até o momento de como planeja ganhar dinheiro com as tecnologias automotivas autônomas que começou a testar em 2009. Gina Scigliano, porta-voz da Google, preferiu não comentar.

Empresa independente

Em agosto, a empresa com sede em Mountain View, na Califórnia, se reorganizou em um conglomerado chamado Alphabet. A empresa disse que planeja separar várias de suas unidades de tecnologia avançada em empresas independentes dentro do portfólio da Alphabet, incluindo sua divisão de robótica, sua empresa de saúde Verily, as empresas de investimentos Google Ventures e Google Capital e a Google Inc., a empresa da ferramenta de buscas na internet.

A unidade de carros autônomos da companhia atualmente pertence à divisão de pesquisa, chamada Google X.

Em setembro, a Google X contratou John Krafcik, um veterano da indústria automotiva, como CEO do projeto de veículos. Krafcik trabalhava como presidente da TrueCar Inc., que oferece um serviço on-line de compra de automóveis. Anteriormente, ele foi executivo sênior de vendas da Hyundai Motor Co. e engenheiro de caminhões da Ford Motor Co. Ele não respondeu a um pedido de comentário enviado por e-mail.

Quando anunciou a contratação de Krafcik, em setembro, a Google disse que não tinha planos imediatos para transformar os carros autônomos em uma unidade corporativa independente, mas que a divisão seria “uma boa candidata a isso em algum momento no futuro”.

Executivos da Google têm dito que não têm planos de produzir carros e caminhões massivamente.

Enquanto isso, a Uber está investindo parte dos mais de US$ 10 bilhões que captou nos mercados privados no desenvolvimento de carros autônomos.

A Uber recrutou dezenas de pesquisadores do ramo de veículos autônomos do programa de robótica da Universidade Carnegie Mellon e, em junho, contratou Brian McClendon, ex-vice-presidente de engenharia da Google, para administrar o centro de tecnologias avançadas da Uber. Mas o CEO Travis Kalanick reconheceu, em uma conferência em outubro, que a Google detém a liderança no desenvolvimento de carros-robôs.

Executivos da Google têm dito que estão interessados nos veículos autônomos principalmente para reduzir os acidentes de trânsito, que causam cerca de 33.000 mortes nos EUA a cada ano.

Sergey Brin, um dos fundadores da Google e da Alphabet, sugeriu em setembro que os carros autônomos poderiam aparecer primeiro na forma de serviço, dizendo que isso permitiria que muitas pessoas testassem a tecnologia. Além disso, se “o veículo retornar para nós todos os dias” a Google poderá atualizar as máquinas rapidamente.


Fonte: Exame.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Google Maps ganha navegação offline nos iPhones


O aplicativo do Google Maps para iPhones agora tem navegação curva a curva offline. A atualização do app traz aos usuários de iOS a possibilidade de fazer o download de trechos do mapa para o aparelho e, então, receber orientações por voz – mesmo sem uma conexão com a internet.

O recurso, que está disponível para Android desde o mês passado, foi criado para melhorar a experiência de uso do Google Maps em locais em que o sinal fica fraco, seja por conta das antenas da operadora, seja porque você está dentro de um longo tunel.

O mapa baixado expira após 30 dias. Dessa forma, o Google tenta evitar problemas de uso por conta de mudanças das vias.

O download também inclui informações sobre estabelecimentos comerciais próximos, como restaurantes e postos de combustível.

Para baixar o mapa para seu iPhone, o processo é mesmo realizado no Android. Basta pesquisar um endereço e deslizar o dedo de baixo para cima no app. Então, é preciso delimitar a área do mapa e iniciar o download. Recomenda-se usar uma rede Wi-Fi para isso.

Para usar o app offline, você pode colocar o iPhone em modo avião.


Fonte: Exame.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Começam testes para o primeiro carro voador



Estamos cada dia mais perto de vivermos a vida de um Jetson, e isso não tem nada a ver com cachorros falantes ou esteiras do lado de fora de prédios - pelo menos por enquanto.

A ideia que está por vir é muito mais prática: a empresa americana Terrafugia anunciou que irá iniciar seus testes para o primeiro carro voador do mundo sair do papel.

O que limitava o início das tentativas era uma autorização que acabou de chegar. A FAA (sigla em inglês para a agência que regula o espaço aéreo americano), liberou o céu de todo território do país para experimentações com o carro que voa.

Para usufruir da licença, a empresa deve sempre informar as autoridades quando os testes serão feitos, evitando quaisquer tipo de acidentes.

Por enquanto, os testes serão feitos com um protótipo não tripulado e 10 vezes menor do que o carro de fato deve ter.

Mas não ache que é só mais um drone correndo pelos céus, o modelo é planejado para voar a mais de 120 metros de altura, atingindo até 160 km/h. A versão final do carro deve ser ainda mais rápida.

O dobro de velocidade. De acordo com o vídeo de divulgação, o produto deve ultrapassar os 320 km/h, podendo cobrir, por voo, uma área de 500 km de extensão.

modelo, chamado TF-X, é pensado para quatro pessoas, e deve caber em uma garagem comum. A ideia é que ele também seja ecologicamente viável, e usaria baterias no lugar de combustível fóssil.

A empresa já adianta que é melhor segurar a ansiedade. Você não vai poder ir voando para a Olimpíada do Rio, mas talvez tenha uma chance para os jogos olímpicos de Tóquio, em 2020.

O carro só deve chegar às lojas daqui a 8 ou 12 anos com um preço "correspondente ao de carros de luxo". A autorização não deve acelerar esse processo mas aumenta as chances de acerto.

"Por conta das configurações não convencionais do TF-X, é vital alcançar o equilíbrio com modelos menores, antes de fazer um protótipo com escala real", afirma o comunicado oficial.


Fonte: Exame.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Google está desenvolvendo novo app de mensagens, diz WSJ



O Google, controlado pela Alphabet, está desenvolvendo um novo aplicativo de mensagens móvel para competir com serviços rivais como os oferecidos pelo Facebook, informou o Wall Street Journal.

O novo serviço vai aproveitar o conhecimento de inteligência artificial do Google, chatbots ou programas que respondem a questões, dentro de um aplicativo de mensagens, disse o jornal na terça-feira, citando pessoas familiarizadas com o tema.

O novo aplicativo vai permitir aos usuários a enviar texto a amigos ou um chatbot, que vai procurar na Web e outras fontes pela informação para responder à pergunta.

Ainda não está claro quando o serviço será lançado, ou como será chamado, disse a reportagem.

O Google se recusou a comentar.


Fonte: Exame.

Google é ameaça para fabricantes de carros, diz analista



Fabricantes de automóveis como a Ford Motor e a Toyota Motor deveriam considerar a chegada de empresas de tecnologia como o Google em seus setores como uma ameaça letal em vez de uma oportunidade de crescimento, disse Adam Jonas, analista do Morgan Stanley.
Estamos falando do humano fora do volante, do fim da propriedade privada, do fim do motor de combustão interna e do fim das concessionárias de automóveis”, disse Jonas em uma conferência da Automotive News na quarta-feira, em Detroit.
Tirando isso, são negócios, como sempre”.
O Google poderá fechar parceria com uma empresa como a Ford em breve, mas principalmente para conseguir o acesso ao conhecimento que a fabricante de automóveis conquistou por ter milhões de carros nas ruas em todo o mundo, disse o analista.
A Ford e o Google, pertencente à Alphabet, estão discutindo um trabalho conjunto, inclusive uma joint venture, para produzir carros usando a tecnologia da empresa do Vale do Silício, disse uma pessoa com conhecimento das negociações no mês passado.
Eles usariam a Ford como anfitrião e a devorariam depois”, disse Jonas, que falou em uma apresentação na conferência e em uma entrevista concedida no local.
Existe todo esse papo de inovação”, disse Mark Fields, CEO da Ford, a repórteres, após um discurso, em Detroit. “Estamos inovando a nós mesmos. E estamos olhando para isso atualmente a partir de uma posição de força em termos de saúde financeira do nosso negócio e dizendo ‘como posicionamos a empresa para o sucesso no futuro?’”.
Johnny Luu, porta-voz do Google, preferiu não comentar as declarações de Jonas, assim como Steve Curtis, porta-voz da Toyota.
Contra-ataque
Nem todas as fabricantes de automóveis estão buscando cooperação em um mundo de veículos autônomos e compartilhamento de carros.
Carlos Ghosn, CEO da Nissan Motor Co., disse na terça-feira que a fabricante combaterá o surgimento do compartilhamento de carros com mais veículos conectados que os motoristas possam personalizar.
Ele minimizou o impacto que empresas de caronas como Uber Technologies e Lyft provocarão sobre a economia do negócio automotivo depois que a General Motors investiu US$ 500 milhões na segunda empresa.
Não vamos facilitar essa tendência”, disse Ghosn, que administra a Nissan e a Renault SA, em entrevista no Salão do Automóvel de Detroit. “Vamos produzir carros muito mais sexy, muito mais atrativos e ver como as pessoas reagem”.
Jonas disse que o problema básico para as fabricantes de automóveis é que elas ainda estão vendendo carros e caminhonetes em vez dos quilômetros que as pessoas trafegam, disse ele.
Uma vez que você compra um carro, você o dirige, o abastece e o mantém”, disse o analista. “E eles dizem ‘nos vemos em sete anos para que possamos te espremer a venda de outro Corolla”.
Para piorar as coisas, a maioria dos carros é usada realmente apenas 3 por cento do tempo e fica parada no estacionamento no restante, disse Jonas.
Público cativo
Enquanto isso, o Google e a Apple estão interessados em um mercado anual de US$ 14 trilhões que consiste não apenas em vender, realizar manutenção, consertar e assegurar carros, mas também no tempo que os motoristas ficam presos atrás do volante, segundo Jonas.
O Google quer usar esse tempo como uma oportunidade para injetar dados, entretenimento e conectividade com a web em um espaço do qual os motoristas não podem escapar, enquanto a Apple também quer vender hardware e serviços, disse ele.
É por isso que uma empresa de caronas como o Uber poderá conseguir, em alguns anos, atingir a receita anual de mercado de US$ 250 bilhões que a Toyota não conseguiu em sete décadas, disse ele.
Em declarações na mesma conferência em Detroit, na terça-feira, John Krafcik, CEO da unidade de direção autônoma do Google, disse que entre os objetivos da empresa para os carros autônomos estão a redução de acidentes e a oferta de uma maior mobilidade para os mais velhos e para os deficientes, não o aumento da receita com publicidade.
Fabricantes de automóveis como a Toyota têm tido uma reação lenta ao que ele considera uma ameaça de empresas como o Google porque precisam devotar muito tempo, esforço e dinheiro à administração de seus negócios de carros tradicionais, disse Jonas.
Elas estão lutando uma guerra em duas frentes”, disse ele. “A coisa vai ficar realmente ruim quando chegar a próxima recessão”.

Fonte: Exame.

Google aposta em nova unidade de realidade virtual



A Alphabet, empresa controladora do Google, criou uma divisão decomputação de realidade virtual e disse que Clay Bavor, executivo que gerencia a equipe de gestão de produtos, dirigirá o novo braço da empresa.
Um porta-voz do Google, Joshua Cruz, confirmou o novo cargo de Bavor na equipe, mas não deu mais detalhes.
Segundo o perfil de Bavor no Twitter, ele é vice-presidente de realidade virtual no Google.
Como vice-presidente de gestão de produtos, Bavor gerenciava alguns dos mais importantes aplicativos do Google, incluindo Gmail, Google Drive e Google Docs, de acordo com seu perfil no LinkedIn.
O Google tem flertado com a realidade virtual, mas até o momento não mergulhou nesse mercado. Em maio do ano passado, a empresa anunciou uma paceria com a fabricante de câmeras de ação GoPro para permitir a visão de 360 graus em realidade virtual, usando uma nova tecnologia desenvolvida pelo Google.
Em novembro, a companhia disse que o YouTube passou a suportar vídeos de realidade virtual. Os usuários podem ver vídeos em realidade virtual usando um celular e o visualizador Google Cardboard.
A Oculus, companhia de realidade virtual que o Facebook comprou em 2014, começou a aceitar pré-encomendas por seu aguardado aparelho de realidade virtual, Rift, que será vendido a partir do primeiro trimestre.

Fonte: Exame.