Armas nucleares são
dispositivos cujo efeito destruidor é baseado na fissão ou fusão de átomos.
As armas nucleares
possuem enorme concentração de energia em pequenos volumes, energia esta que
pode causar grandes danos caso seja liberada, a famosa equação E = m.c² ,
criada por Einstein - a energia (E) é a massa (m) vezes a velocidade da luz (c)
ao quadrado, mostrando que poucas quantidades de massa podem ser convertidas em
quantidades gigantescas de energia). Cada arma nuclear tem sua capacidade, que
é medida por meio de unidades chamadas “quiloton” e “megaton”.
1 QUILOTON = 1000
toneladas de trinitrotolueno (TNT)
1 MEGATON =
1.000.000 toneladas de trinitrotolueno (TNT)
Existem basicamente
dois tipos de armas nucleares, que são:
1. a bomba atômica:
baseada na fissão de núcleos atômicos, ou seja, no processo de “quebrar”
núcleos de átomos pesados como o urânio-235 ou plutônio, lançando contra eles
partículas atômicas (neutrons).
2. a bomba de
hidrogênio ou bomba H: fusão de núcleos de átomos leves, como o hidrogênio, que
é ocasionada a partir de uma grande quantidade de energia obtida pela explosão
"normal" de uma bomba atômica. A bomba de hidrogênio é ainda mais
poderosa do que a bomba atômica.
O uso de bombas
nucleares em guerras teve início com o lançamento de duas bombas atômicas,
realizados pelos EUA no território japonês. A partir de então se deu início a
um verdadeiro pesadelo. Logo em seguida os Russos se interessaram em produzir
suas bombas, sendo seguidos por outros países como o Reino Unido e a França.
As bombas nucleares
são arremessadas do ar por aviões, por mísseis de curto alcance ou mísseis de
cruzeiro, ou ainda por terra e por submarinos através de mísseis balísticos.
Em 1970, período da
Guerra Fria, foi feito o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, sendo
ratificado em 2002. 188 países assinaram o acordo. O órgão responsável pela
inspeção é a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que deve ter
acesso a todas as informações sobre os programas nucleares dos países que
assinaram o acordo.
A maior preocupação
atual a respeito do assunto gira em torno de quatro países que são detentores
de armas nucleares, mas que não aderiram ao acordo. São eles: Índia, Paquistão,
Israel e Coreia do Norte.
As dez bombas mais
famosas da história
Em décimo lugar, a
Mark 14 foi uma bomba termonuclear experimental criada nos EUA durante os anos
50. Com um design diferente das armas contemporâneas, foram produzidas cinco
unidades. O Mk-14 possuía um poder de 6,9 MT.
Como uma evolução da
Mk-14, a Mark 16 foi uma bomba termonuclear de combustível líquido que tinha 7
MT. Ela foi substituída em 1954 pela TX-14.
Com um poder de 9
MT, a bomba ficou ativa até 1997. Ela foi construída com urânio enriquecido e
deutereto de lítio-6. Seu design exigia que ela fosse solta de um avião sendo
carregada por cinco paraquedas — mas a queda livre, obviamente, também era
possível.
Essa bomba
termonuclear usava uma fusão multiestágio para gerar uma força de até 10 MT.
Foram produzidas 940 destas, sendo retiradas "de serviço" em 1962.
Com 10,4 MT, a Ivy
Mike equivale à força de 700 explosões em Hiroshima. Ela possuía 6 metros de
comprimento e 2 metros de diâmetro, sendo usada em testes em 1951.
Uma das bombas mais
poderosas já feitas nos EUA, ela foi produzida em várias configurações com uma
força variável de 10 MT até 15 MT.
Pesando 18 toneladas,
foi a primeira bomba de hidrogênio utilizada pela Força Aérea norte-americana.
Também possuía a capacidade de detonar entre 10 MT e 15 MT.
3. TX-21
"Shrimp"
Foi testada em 1954
nas Ilhas Marshall, pelos EUA. Sua força de detonação atingiu 14.8 MT. Seu
alcance radioativo se espalhou por mais de 11 mil quilômetros quadrados e
atingiu a Ásia, Austrália, EUA e Europa.
Esta monstruosidade
possui 25 MT, sendo a arma termonuclear mais poderosa já feita pelos EUA. Foram
produzidas mais de 500 delas entre 1960 e 1962. Duas versões foram feitas: a
"limpa" e a "suja", que tinha urânio revestido.
A Tsar Bomba foi a
maior e mais poderosa bomba termonuclear já construída. Ela foi explodida no
mar ártico russo pela União Soviética em 1961.
Seu poder era de
nada menos que 50 MT. Sua detonação ocorreu a quatro quilômetros acima do solo
e sua força equivalia a 3,8 mil bombas de Hiroshima.
Fontes:
http://www.icrc.org/por/war-and-law/weapons/nuclear-weapons/overview-nuclear-weapons.htm
http://revistaescola.abril.com.br/geografia/fundamentos/paises-possuem-armas-nucleares-quais-deles-nao-estao-tratado-nao-proliferacao-armas-nucleares-473379.shtml
http://pt.wikipedia.org/wiki/Países_com_armamento_nuclear
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arma_nuclear_de_uso_tático
http://www.megacurioso.com.br/guerras/67241-as-10-armas-nucleares-mais-poderosas-ja-feitas.htm
Arquivado em:
Curiosidades, Física Nuclear










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