Um polígrafo ou detector de mentiras
é um aparelho que mede e grava registros de diversas variáveis fisiológicas
enquanto um interrogatório é realizado, numa tentativa de se detectar mentiras
em um depoimento. Um teste de polígrafo também é conhecido como um exame de
detecção psico-fisiológica de fraude - psychophysiological detection of
deception (PDD).
No início do Exame coloca-se um
sensor em um dos braços da pessoa interrogada, para medição do pulso e da
pressão arterial. Um tubo flexivel ajustado ao redor do torax observa o ritmo
da respiração. Dois eletrodos nas mãos ou braços medem as variações elétricas e
um sensor de movimentos nas pernas medem a contração involuntária de músculos.
Um típico uso de polígrafo começa com uma entrevista pré-teste a fim de
estabelecer uma conexão ou encontrar um controle entre o que testa e o que está
em teste, e ganhar alguma informação preleminar que será mais tarde usada para
controlar as questões. O testador então irá explicar sobre o polígrafo,
enfatizando que ele pode detectar mentiras e que é importante responder com
toda a verdade.
A cada resposta, os sensores
registram em um gráfico as reações do interrogado. Conforme as reações pode
determinar-se a veracidade de seu depoimento. Estudos demonstram que esse aparelho
pode detectar corretamente sete em cada dez mentiras. Porém em alguns casos o
criminoso mente de forma tão convincente que o equipamento não registra nenhuma
reação que indique a mentira. Portanto os resultados fornecidos por esse
aparelho não são considerados conclusivos, sendo utilizados somente como
auxiliares nos julgamentos.
Em 2002, o Congresso Nacional
brasileiro aprovou uma lei alterando o artigo 3º da Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) que proíbe o uso do polígrafo pelo empregador no Brasil.

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