quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Amazônia está secando mais lentamente do que se previa

Amazônia está secando mais lentamente do que se previa


Amazônia está se transformando em uma savana, devido ao ar mais seco, embora de maneira transitória e não tão repentina como apontavam alguns prognósticos, de acordo com estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.
pesquisa, liderada por Naomi Levine, do departamento de Biologia da Universidade de Harvard, analisa a resposta individual de plantas da região a um entorno mais seco, diante de modelos que estimavam efeitos em todo o ecossistema.
"Nossa análise sugere que, em contraste com os prognósticos de estabilidade ou perda catastrófica de biomassa, a floresta amazônica responde a um clima mais seco de maneira imediata, mas gradual e heterogênea", diz o texto publicado na na revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA.
Em outras palavras, a "floresta amazônica é mais sensível a mudanças no clima do que o sugerido em outros estudos, mas não é tão provável que aconteça repentinamente uma mudança de um ecossistema para outro", segundo os autores do estudo.
A mudança será de uma "floresta úmida de alta concentração de biomassa para uma floresta de transição seca e lenhosa, similar à savana".
O estudo adverte, no entanto, que o desmatamento e outras intervenções humanas podem acelerar esta transição, pela qual já está passando a região.
Os pesquisadores apontam que os maiores riscos de estações mais secas acontecem ao sul da floresta, onde já se observam condições mais extremas de baixa umidade.
De acordo com o trabalho apresentado, a vulnerabilidade ou resistência da floresta tropical depende da duração das estações secas, do tipo de solo, mas também, de maneira relevante, do nível de competição e as dinâmicas entre as plantas e árvores do ecossistema.
Além disso, a heterogeneidade e biodiversidade da floresta amazônica a faz mais resistente do que consideravam alguns modelos à falta de água, o que permite uma resposta mais gradual aos períodos de seca.
As zonas de florestas da Bacia do Rio Amazonas, com estações secas de quatro meses, perderão 20% de biomassa, caso o período de baixa de chuvas dure dois meses mais, enquanto nas regiões que já sofrem com meio ano de seca, o aumento de um mês já garantiria essa perda.
Os pesquisadores ainda apontam para a importância de estudar a transição na floresta amazônica, analisando a resposta de diferentes tipos de árvores, levando em conta a qualidade do solo, ao invés de incluir toda a biomassa em um mesmo modelo. 

Fonte: Exame.

Nenhum comentário:

Postar um comentário