
Pesquisadores da Tailândia desenvolvem um protótipo de
aplicativo para celular que ajudará a detectar marfim ilegal graças a uma base
de dados que permite localizar sua origem, informou a imprensa local nesta
sexta-feira.
Korakot Nganvongpani, chefe da equipe de cientistas da
Universidade de Chiang Mai, afirmou que o programa analisa os dados
apresentados por um aparelho de laser que detecta a composição química das
presas dos elefantes, segundo o jornal "Bangcoc Post".
O aparelho identifica dez tipos de elementos químicos como
magnésio, silício e zircônio, que o aplicativo móvel analisa para comprovar se
o marfim procede da África ou da Tailândia, o que pode permitir às autoridades
certificar sua legalidade.
"O índice de precisão é de 93%. Podemos distinguir entre
marfim africano e asiático. No entanto, ainda há um erro de 7% nos resultados,
estamos trabalhando para alcançar uma precisão de 100%", disse Korakot.
Os pesquisadores indicaram que o sistema, no entanto, não
distingue se está analisando presas, dentes ou ossos (ou derivados), o que
também esperam corrigir com mais estudos.
De qualquer forma, os especialistas destacaram que o
aplicativo demora quatro minutos em comprovar a origem sem ter de romper o
marfim, enquanto a análise por DNA requer duas semanas e, neste caso, é preciso
cortar as peças.
Na Tailândia é legal o comércio limitado de presas de
elefantes locais, mas as máfias aproveitam esta exceção à proibição do negócio
do marfim para camuflar o de origem africana, cuja venda é proibida.
Fonte: Exame.
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