
Monitorar o cuidado de
nossa saúde está cada vez mais ao alcance dos smartphones, que com novas tecnologias e sensores podem examinar, diagnosticar e
até mesmo tratar muitas doenças e condições médicas.
Novos aplicativos para
"checadas virtuais", para tratar a dor, manejar o stress ou monitorar
doenças como o diabetes, fizeram sua estreia durante o salão de eletrônica para
consumo massivo de Las Vegas (Consumer Electronics Show).
O grupo com sede na
França VisioMed apresentou seu Bewell Connect, um dispositivo que inclui um
aplicativo para smartphones que mede a pressão sanguínea, monitora a glicose e
mede o oxigênio no sangue e a temperatura.
"Se tenho todos
esses índices, consigo ter uma boa avaliação da minha saúde", disse
Benjamin Pennequin, diretor de pesquisas da VisioMed.
"Isso é como um controle
pessoal virtual", disse.
Mas o aplicativo vai
mais além: se o usuário tem sintomas como dor no peito ou problemas para
respirar, faz uma série de perguntas e dá um potencial diagnóstico, ao mesmo
tempo que permite compartilhar a informação com um médico.
Um simples clique e o
aplicativo pode conectar o usuário com seu médico. Na França, o dispositivo
localiza serviços de saúde nas redondezas e Bewell trabalha para criar uma rede
de médicos que se conectem desde os Estados Unidos.
Outro dispositivo usado
como pulseira, apresentado durante a CES de Las Vegas pelo grupo MedWand,
permite aos consumidores medir a temperatura, a frequência cardíaca, os níveis
de oxigênio e inclui uma câmera para examinar a garganta e o ouvido interno, o
que permitiria aos médicos fazer um exame online.
Os dados deste aparato,
de 250 dólares a unidade, permite mais exames que outras vertentes similares da
"telemedicina", disse o engenheiro Terry MacNeish.
"Se você está
apenas fazendo um Skype com seu médico, é apenas um chat médico", explica
MacNeish. "Com isso, podemos ter uma imagem de suas amídalas, medir a
temperatura. É muito mais preciso".
MedWand, que foi
aprovado pela agência de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos (FDA, em
inglês), planeja começar a venda do dispositivo em junho em escala global.
Também argumenta que as
seguradoras de saúde estão otimistas sobre esse desenvolvimento, porque os
testes teledirigidos são mais baratos do que no consultório do médico.
"O paciente
economiza tempo e o médico também", disse MacNeish.
Fonte: Exame
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